Com cerca de 14cm e 7g, rosado e com algumas machinhas coloridas, foi assim que Dorildo veio ao mundo.
Tudo começou sexta-feira (09/10), ou melhor desta vez começou pior pois ele já havia gritado outras vezes. Então na sexta, Dorildo acordou as 2:30am reclamando sentir dores, levantei e tomei os remédinhos dele como de costume, uma vez ou outra ele se sentia mal. Voltei a cama, almocei, iamos a Feira do Livro mas ao entrar no carro Dorildo não resistiu ao embalo, ficou malzão, tremia de dores e fomos levados ao 24h Saúde (o tal pronto socorro), lá estavamos nós na emergência.

Dr Ana, disse ela que meus sintomas eram de Colelitíase (aquelas benditas pedras na vesícula), me pediu um ultrasom e nos mandou para o soro. E lá estavamos nós, frio, proximos de uma senhora que dizia "Minha filha se você sair daqui eu vou lhe denunciar por abandonar sua mãe invalida na emergência. O que botaram na minha injeção, besetacil? Eu vou ficar com uma bola deste tamanho por 6 meses na bunda. Eu não estou estressada, me estresso o máximo para não vir para cá, agora que estou aqui não adianta mais..." em meio as dores e a contação das gotas amarelas que pareciam urina essa senhora era o que nos faziam rir. Voltamos para casa mais aliviados, horas depois colocamos tudo o que tinhamos e o que não tinhamos para fora, foram 5 vezes, vômitamos até nosso ar. Cansados, dormimos.
Sabado acordamos benzinho, poucas dores, sabe como é, é igual a um amigo chato, depois de um certo tempo a gente entende e aprende a suportar. Mas como se trata de saúde e disso eu entendo muito pouco, retornamos ao médico. Dr Marco, expliquei nossa história novamente, me deitou na maca e me examinou, Dr Ana não fez isso. Começa o exame:
- Doi aqui...
- Não.
- E aqui?
- Não, mas se apertar mais doi como um beliscão.
- E agora, respira bem fundo.
- Aaaaiiii!!!
- Isso se chama sinal de Murphy.
Mas ele me disse que naquela região geralmente se trata de estômago, me fez orientações e me passou alguns remédinhos e pediu o bendito ultrasom. Voltamos para a casa, e nossas dores ficavam ocilando, o Dorildo fica inchadão e fazendo ruído estranhos, tadinho. Nossa alimentação nos ultimos dias tem sido sopa quando a barriga chora e bolachinhas para tapiar o Dorildo. Ontem ficamos o dia todo com dores, tem vezes que os remédios não funcionam. Mas hoje acordamos bem, sem muitas dores e retomando a vida fora do quarto aos poucos. E agora estamos esperando para fazer o exame e ver o que vai nos acontecer.
E foi assim... e por isso que o batizei de Dorildo, vindo das dores e de um remédio bem conhecido que não tomei. Um Toy criado em um momento mais calmo, sem muitas dores, um parto normal, entre tantas dores.
13 de outubro de 2009
por Deise Pessi